Amin Nordine apresenta hoje, às 18.30, na Associação Moçambicana de Escritores, este “Do Lado da Ala-B“, uma edição da AEMO. É o regresso do poeta vagabundo, homem de esconjuros gentis - esse que há anos, afiançou-mo, me infestou o futuro, portanto porventura homem a temer, e não só pelas letras.

Aqui regressa a dizer

Desaguada
Carícia Dentária
Desenfeijoada em desprateada meia-lua de xima

Do Lado da Ala-B
Qual sol se atreva na treva!

Sinto saudade de mim…

Nordine antes, e já bastante antes, botou em edições dele próprio

umas “Duas Quadras para Rosa Xicuachula” onde foi deixando, singelo,

Os Colibris
que vão colorir
ninharias no arco-íris

isto tudo depois de eu o ter conhecido em

onde discursou o “discurso do vagabundo desgraçado”, no qual a partes cinco rabujou

Rabujentas bocas de falar sem medida
Há muito que Deus sumiu por estas bandas
Ele agora não passa de um céu limpo
Sem lua, sem estrela
Ele agora não passa de um moribundo…

1 comment so far ↓

#1 claudia c. on 09.30.07 at 12:23

nada como descobrir um poeta… obrigada jpt, por ter deixado o rasto no tempo, em boa hora aqui vim.

(e sim, invisibilizam-se os sons, principalmente, de noite)

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