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Notas de um não-economista sobre a crise, no Combustões: dizendo o que é óbvio, mas que para alguns não o é.

Idem.

Sessão na Associação de Escritores

Amanhã, terça-feira 31 de Março, às 18 horas haverá uma sessão com Pacheco Pereira na sede Associação de Escritores Moçambicanos - para quem não saiba é na 24 de Julho na esquina um pouco acima da Interfranca.

O tema trampolim é “A Importância do Livro na Época Contemporânea”.

Este blog anda muito sério …

Então “agora, algo completamente diferente” … por influência do A Biblioteca de Jacinto:

Ganda Nóia …

!!!! (Alguma coisa correu mal nos acabamentos …)

Jornais (ainda …)

Doze anos depois um atleta portugues ganha um titulo olimpico. O quarto na historia do desporto portugues. E coincidindo (rematando?) com uma viva polemica nacional sobre a qualidade da representacao patria e da justeza do dispendio de dinheiro estatal.

Pela ocasiao o jornal Record, o segundo mais antigo desportivo do pais, um dos jornais mais vendidos e lidos , constitui esta bela capa, dedicada ao jogador espanhol Reyes chegado agora ao clube Benfica…

Jornalismo lumpen? Ou … jornalismo lumpen.

De costas para o Tejo

um jantar tambem bloguistico. Mas nao so.

Lumpen, jornais e blogs, acordo ortografico e coisas assim …

Tudo isso vem a cabeca quando Nelson Evora ganha o ouro no triplo-salto dos Jogos Olimpicos e o jornal Publico - o “jornal de referencia” ao que sempre ouvi dizer - tem um enviado a Pequim chamado Hugo Daniel Sousa, de profissao jornalista, a escrever (duas vezes) que para que Evora chegasse a campeao olimpico foi necessario “delapidar o diamante”. Paulo Querido, a um profissional da palavra escrita que bota isto a gente chama-lhe o que? “Lumpen”?

69 De Puta Madre

Mosteiro de Alcobaça com bastantes turistas. Junto ao túmulo de Inês um popular, trintão, com o seu amigo. Calções verdes Adidas, daqueles muito anos 80s, curtos, e t-shirt de dístico 69, com De Puta Madre atrás e à frente. Sou eu, ateu, que lhe digo “V. não tem respeito nenhum”. Ele algo atrapalhado “é só um t-shirt, que importância tem?”.

Sou eu ateu que pergunto na entrada do mosteiro, onde pagamos, aos quatro funcionários, de quem é a tutela. Mista, também do Estado. Se assim é também é minha. Daí que lhe pergunto, frisando o meu ateísmo, como permitem um imbecil  vestido de 69 De Puta Madre entrar na igreja. Duas pessoas na bicha concordam, nada mais. Os quatro entreolham-se, lamentam ser poucos, dizem não ter visto. Impssível. Apenas não quiseram actuar. De Puta Madre. Para o patrício imbecil, claro. Mas também para a cáfila de funcionários do mosteiro. Que não têm desculpa . Nenhuma.

Bloguismo e jornais

Critiquei o Paulo Querido por um texto que aglutinava uma grosseira generalização de argumentos de alguns bloguistas com uma tentativa de colocar nos bloguistas o ónus (demagógico) de atacar práticas securitárias da polícia portuguesa. O mal bloguista, chamemos-lhe assim, uma demagogia anti-governo.

Acabo de ver um pacote de jornais portugueses. Os de “referência” (Diário de notícias, Sol, Expresso, Público) questionam essas práticas em bloco. Da festividade pós-abate do assaltante do BES a ressaca traz a crítica jornalistica dos polícias portugueses (disparam, dizem eles). O Correio da Manhã traz uma contracapa emotiva acompanhando um cadastrado fugitivo há oito anos que se foi entregar à cadeia de onde tinha fugido. Chega choroso pois a polícia matou-lhe um filho de 12 anos que o acompanhara no último roubo “fui roubar ferro para comer”, afirma. E para ensinar a prole na nobre arte do furto e da escapada às autoridades. Entrega-se dizendo que quer prender os polícias que o tentaram parar…. Para demagogia não está mal mas que esperar do Correio da Manhã? Neste caso apenas que acompanhe a demagogia extrema de Fernanda Cancio no artigo vs a polícia no Diário de Notícias da passada sexta-feira - “Somos todos vítimas” eis o lamento da conhecida jornalista.

Será que Paulo Querido refaz o seu pensamento - que a demagogia anti-policial e anti-governamental é não o apanágio dos bloguistas mas sim o xuxu da imprensa portuguesa (até dos mais surpreendentes).

Já agora - há tempos nos comentários do ma-schamba referi que o jornalismo português abunda em lumpen. Paulo Querido mandou-me levar no cu (grosso modo, “your ass”). O Publico de sexta-feira dá a contra-capa e o Diário de Notícias dá as centrais nesse mesmo dia: em 2040 as minorias raciais nos EUA serão a maioria, dado o crescimento demográfico dos “afroamericanos”, dos “asiáticos”, dos “hispânicos”. O Público é incapaz de reflectir sobre estas categorias “raciais”, apenas transcreve uma postura absolutamente superficial. O Diário de Notícias vai mais longe, proclama que em 2040 os “brancos” serão uma minoria nos EUA. Para o director do DN, para os seus adjurntos, para o chefe de redacção, para a senhora jornalista que assinava a peça, os “hispânicos” não são “brancos”. Eu, jpt, eles todos, a Ana Ortiz, a Jennifer Lopez e o resto da rapaziada será o quê?

“Your ass” para mim, Paulo Querido? Puro Lumpen, puro lixo, pura indigência. O lixo demagogo agora vs-polícia, (até o ministro Rui Pereira vem, timorato, dizer que não está contente). E os imbecis ignorantes, que se devem achar ameríndios. Yanomanis da praça do Chile, Sioux de Telheiras. Um atraso mental. Pobre Lumpen, camarada Marx, se misturável com esta tralha.

Blogs e jornais

Em Portugal há alguns anos os jornais ignoravam/plagiavam os blogs. O tempo, que tudo pode, alterou procedimentos. Foi ele que trouxe o blogo-digest, a criação de elos nos sítios dos jornais, o (hum …) pré-aviso das matérias publicadas e, por fim mas não o menos importante, os recrutamentos de bloguistas. 

Na vaga bloguística inicial (2003) muitos jornalistas se incluíram, outros vieram a mudar, muito legitimamente, de opinião. Mas o mal-estar de alguns abencerragens mantém-se, quebrado que foi o seu oligopólio da palavra pública - quantas vezes suportado num muito mediano capital cultural. É uma coisa corporativa, nada mais. Que insiste, cônscia ou inconscientemente, em confundir nuvens e velhos deuses.

Há pouco li no Sound+Vision (blog que julgo ser de jornalistas) a denúncia do impensamento reinante (claro) no mundo hobbesiano do bloguismo, esse que “repele qualquer possível réstea de solidariedade humana - via Certamente!, o qual recentemente já ecoara a denúncia deste mundo de pulhas, corajosamente afrontado por Ferreira Fernandes.

Hoje [via A Natureza do Mal] ascendo a mais uma denúncia deste sub-mundo, “territórios onde vivem o anonimato, a calúnia, a usurpação de autorias e a impunidade”, agora por Miguel Sousa Tavares.

Tenho por aí dezenas de entradas refilando com o anonimato opinativo, mas nem é essa a principal questão. Gosto e acarinho a minha coluna de elos. Recíproca (e não só) e percorrida, para fugir à monotonia dos blogs preferidos (os quais também vão mudando). Mas não está ela tão bem cuidada como a coluna do LNT. Repare-se nela, enorme e atenta, em cada blog o nome do seu autor(es).

Onde está o anonimato generalizado? A calúnia omnipresente? “O teclista lobo do teclista”?

É dizer-lhes, aos ilustres jornalistas, “a teclas loucas …”.

Outra vez?. Já disse que não sei!

Falar daquela coisa de que estamos à espera antes da meia-noite de 1 de Novembro é, muito obviamente, uma excitação juvenil. O sorriso será muito maior, e muito mais triste também, se só nesse momento. Um postal sorriso triste nessa meia-noite. Mas não antes.

A Macro-Causa

Até o José Peseiro já assinou (nº 1686).

Velhas Gavetas. Motel Casablanca.

Motel Casablanca.jpg

Eu sou um telespectador português

O Novo Papa, Bento XVI

Enquanto a blogoziada andou a falar de si própria a propósito do ex e do novo Papa, no Uma Por Rolo mostra-se religião.

Gosto imenso do blog.